Perda gestacional recorrente: Entenda as causas e os riscos - Clínica Conceptus
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Perda gestacional recorrente: Entenda as causas e os riscos

Publicado em 8 de dezembro de 2016 com 0 comentários

A ocorrência de uma perda gestacional espontânea antes da 20ª semana é relativamente comum. Porém, que acontecem repetidas vezes não é uma afecção facilmente vista entre os casais que tentam engravidar. Muitas vezes as mulheres que sofrem com essa permanecem um longo tempo em busca de um melhor entendimento do que pode estar ocorrendo e quais são os possíveis tratamentos.

Em 2008, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva definiu a perda gestacional recorrente como a ocorrência de 2 ou mais perdas da gestação com menos de 20 semanas. O que muitos não sabem é que duas ou mais perdas da gravidez consecutivas antes de 20 semanas de gestação ocorrem em 2 a 4% dos casais em idade de reprodução. No Brasil, em 2014, houve cerca de 3 milhões de nascimentos, com uma estimativa de cerca de 90.000 novos casais com quadro de perda gestacional recorrente.

A perda gestacional recorrente é uma patologia pouco freqüente e muito complexa. Existem inúmeros fatores, possivelmente, responsáveis pelas perdas. Alguns desses fatores possuem uma forte comprovação, havendo um consenso. Outras causas são bastante discutidas, merecendo ainda estudos.

As principais causas descritas são:

  • Genéticas
  • Endócrinas (Hormonais)
  • Anatômicas
  • Infecciosas
  • Hematológicas (Trombofilias)
  • Imunológicas
  • Ambientais
  • Estado nutricional
  • Desconhecidas

Baseado na nova determinação da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, a investigação das causas de aborto recorrente deve iniciar.

A mudança do perfil de reprodução da população (que agora tem idade média da primeira gestação aumentando), uma maior exposição a agentes ambientais potencialmente abortivos, o melhor entendimento do processo de gravidez e uma melhoria nas técnicas de diagnóstico e tratamento também reforçam a necessidade dessa investigação acontecer de forma mais precoce.

Os mais importantes protocolos de investigação de perdas da gravidez recorrentes indicam que a pesquisa seja realizada de forma mais completa possível. Todas as possíveis causas devem ser estudadas devido à associação de vários fatores em um mesmo casal. Na grande maioria dos casos, algum fator é identificado como causador dos abortos recorrentes, porém, um pequeno percentual das pacientes permanece sem um diagnóstico preciso.

O risco de um aborto se eleva a cada nova perda, principalmente após a segunda, conforme o quadro abaixo. Mulheres com antecedente de perda gestacional recorrente também apresentam risco elevado para óbito fetal, gravidez ectópica (que ocorre fora do útero) e gestação molar (rara complicação onde as células que formariam a placenta se desenvolvem de maneira anormal).

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De maneira geral, os melhores protocolos apresentam taxas de bebês em casa, após avaliação e tratamento, de cerca de 85% na gestação seguinte.

Casais com histórico de perdas gestacionais naturais recorrentes, mesmo quando tratadas, devem ser acompanhados por especialista, pois possuem risco elevado para várias complicações na gestação, apesar da realização de tratamento específico. Elas apresentam risco 6 vezes maior de uma nova perda gestacional, de gestação molar e de nascimento de bebês pequenos para idade gestacional (PIG). Ainda, o risco de parto prematuro é 3 vezes maior que o observado em casais sem antecedente de perdas gestacionais recorrentes.

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O sonho da maternidade pode sim ser possível, mesmo com histórico de perda recorrente. Por isso, o acompanhamento com profissionais capacitados e dispostos a investigar as causas e indicar os melhores tratamentos é muito importante para que a próxima gestação seja tranquila.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco.

 

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Dr. Marcelo Cavalcante – CREMEC 6876

Clínica Conceptus Reprodução Assistida

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Unicamp (Campinas, SP), tem Fellowship em Imunologia da Reprodução pela Chicago Medical School, fez Mestrado em Tocoginecologia na Universidade Federal do Ceará (UFC), tem Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e é professor de Ginecologia do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

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